-
Arquitetos: Teeple Architects
- Área: 413 m²
- Ano: 2012
-
Fotografias:Scott Norsworthy
Descrição enviada pela equipe de projeto. A casa Port Hope encontra-se em um terreno de 100 hectares que margeia o lago Ontário, a 5 quilômetros da cidade de Port Hope. As inclinações da propriedade se estendem suavemente em direção ao sul por um quilômetro através de terras de cultivo, são brevemente interrompidas por um denso bosque e terminam em um penhasco de 22 metros que se precipita no lago.
Adjacente ao penhasco há um trecho ferroviário cortado na terra que uma vez serviu como a primeira conexão de trem ao sul de Ontário. Esta trincheira de 5 metros de profundidade corre paralela a água através da propriedade e gera outro ecossistema único no terreno.
A localização única do projeto é o elemento mais importante em seu conceito. Este local foi especificamente escolhido para a casa tomar vantagem da confluência de quatro condições chaves do terreno: a escuridão pacífica da área florestal no extremo norte da propriedade; a grande abertura de um campo de pouso; a tranquilidade inesperada de um corte ferroviário abandonado; e uma terraplanagem estrondosa no lago. Um por um, foram cuidadosamente entrelaçados na experiência arquitetônica do projeto, o que resulta em uma apresentação maravilhosamente orquestrada de contrastes surpreendentes que equilibram os extremos do terreno; as extensões de terra e água.
De fato, a expressão tectônica do projeto se baseia em sua relação física com a topografia; os muros de concreto aumentam gradualmente e, incrustados na terra, se fundem com a propriedade: em seu ponto mais baixo, são marcados ambos os pontos de vista de forma sutil, aos banhos termais e ao bosque; e então cada vez mais para cima, elevando a sala de estar, a cozinha e o dormitório principal em um balanço dramático por cima da trincheira ferroviária para capturar vistas do lago sem restrições. O que começa como uma só forma de elevação e curvas, se divide em dois volumes, permitindo, através de uma separação sutil, a iluminação zenital, penetrando profundamente nas áreas de estar. Uma cobertura inclinada conecta o quarto principal com a piscina e o campo.
As características sustentáveis incorporadas na habitação alcançam uma pegada ecológica mínima e uma dependência nominal da malha. A forma e a orientação do projeto, aproveitam a exposição solar ao máximo e se obtém uma envolvente de alto rendimento com fachadas leste-oeste predominantemente sólidas e com vidros com películas refletoras de calor. As grandes paredes de concreto geram massa térmica, que trabalha em conjunto com o sistema de calefação geotérmica para reduzir a necessidade de gás natural.
Um revestimento de carbonato de zinco flui sobre o concreto, formando uma envolvente altamente eficiente. Como a casa se eleva em direção ao sul, a paleta e espessuras dos materiais se iluminam, privilegiando a abertura e a luz. Pátios internos e claraboias facilitam a ventilação e a iluminação natural. Dando ênfase à conexão orgânica da casa com a terra. A água e as águas residuais são tratadas no terreno, a água pluvial é recolhida para irrigação e a maioria da terra ao redor da habitação tem sido re-naturalizada por hortas que servem às necessidades dos proprietários de forma sazonal.